Resumo: a energia solar brasileira bateu a meta de 2026 com três meses de folga, e Goiás está entre os estados que mais crescem. Mas 2026 também trouxe uma regra mais pesada do “Fio B” para quem conecta sistemas novos. Por isso, agora é a hora de fazer as contas com um projeto bem dimensionado.
O Brasil superou a meta do ano antes do fim de setembro
Em dezembro de 2025, a ABSOLAR previa que o país fecharia 2026 com 75,9 GW de energia solar instalada. Em setembro, o setor já tinha chegado a cerca de 77,6 GW:
- 54 GW em geração distribuída: telhados de casas, comércios, indústrias e fazendas.
- 23,6 GW em grandes usinas (geração centralizada).
A geração distribuída, que é o sistema instalado no próprio imóvel, segue como o principal motor do setor. Ela responde por cerca de 70% de toda a potência solar do país.
Goiás: sol forte e crescimento acelerado
- Goiás passou de 1,7 GW em geração distribuída, com mais de 138 mil conexões em todos os 246 municípios e mais de 174 mil consumidores atendidos.
- O estado recebe entre 2.000 e 2.500 horas de sol por ano, um dos melhores índices do país.
- Desde 2012, o setor solar trouxe cerca de R$ 7,9 bilhões em investimentos e mais de 53 mil empregos para Goiás.
- ICMS: desde janeiro de 2025, Goiás não cobra ICMS sobre os créditos de energia da geração distribuída. O governo também anunciou a devolução do que foi cobrado indevidamente.
O que mudou em 2026: o Fio B chegou a 60%
A Lei 14.300/2022, o marco legal da geração distribuída, criou uma cobrança gradual pelo uso da rede da distribuidora, chamada de “Fio B”, para sistemas conectados depois de janeiro de 2023:
| Ano | Parte do Fio B paga |
|---|---|
| 2023 | 15% |
| 2024 | 30% |
| 2025 | 45% |
| 2026 | 60% |
| 2027 | 75% |
| 2028 | 90% |
Na prática: a energia solar continua valendo muito a pena. Quem instala hoje ainda reduz a conta de luz em até 90% e recupera o investimento em poucos anos. Mas cada ano de espera significa uma regra um pouco menos vantajosa. Quem tinha sistema homologado antes da lei mantém as regras antigas até 2045.
Pontos de atenção
- Conexão à rede: em algumas regiões com muitos sistemas, as distribuidoras têm negado ou atrasado conexões alegando “inversão de fluxo”. O Projeto de Lei 624/2023, em análise no Senado, quer resolver esse problema.
- Empresas sem qualificação: com o crescimento rápido, apareceram sistemas mal dimensionados e promessas de economia irreais. Peça projeto técnico, simulação com a sua conta de luz real e garantia por escrito.
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Fontes: ABSOLAR e Canal Solar (set/2026); O Hoje (mai/2026), com dados da ABSOLAR e da Fieg; Canal Solar (abr/2025) sobre o ICMS em Goiás; Lei 14.300/2022, art. 27.

